Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Outra escolha

'Continuarei a luta em defesa da Ufes', diz Ethel após nomeação de reitor

A professora, que era vice-reitora e a candidata preferida da comunidade acadêmica para assumir a gestão da universidade, foi preterida pelo presidente Jair Bolsonaro para a função. Ela divulgou nota

Publicado em 24 de Março de 2020 às 17:09

Redação de A Gazeta

Publicado em 

24 mar 2020 às 17:09
Ethel Leonor Noia Maciel defende uma universidade mais inclusiva e com acessibilidade
A professora Ethel Maciel foi a mais votada na lista tríplice Crédito: Acervo pessoal
A professora Ethel Maciel, preferida por 67,5% dos educadores, servidores e alunos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e que também recebeu a maioria dos votos do Conselho Universitário para o cargo de reitora da instituição, teve seu nome preterido na lista tríplice apresentada ao governo federal. O presidente Jair Bolsonaro optou por outro candidato da relação - o professor Paulo Sérgio Vargas. Para todos que a apoiaram, Ethel garante que vai continuar a luta em defesa da universidade. 
Questionada sobre o fato de não ter sido nomeada, como era esperado porque, historicamente, o primeiro colocado na lista tríplice é indicado pela presidência para assumir a função, Ethel Maciel enviou nota em que fez considerações sobre todo o trabalho realizado desde que decidiu se tornar candidata, ainda quando ocupava o cargo de vice-reitora da Ufes. Agradeceu a ajuda recebida e, por fim, declarou apoio ao novo reitor, Paulo Vargas, que também esteve a seu lado em outros momentos. 
Ethel Maciel recebeu 26 votos do Conselho Universitário, que decide a lista tríplice que é enviada ao governo federal, e os professores Paulo Vargas e Rogério Faleiros, 16 votos cada um. Antes, na consulta informal junto à comunidade acadêmica, a professora já aparecia na preferência da maioria do eleitorado. Nesta votação, o novo reitor havia dado seu apoio para Ethel.
Vargas e Faleiros só decidiram entrar na disputa oficial para dividir os votos do colégio eleitoral e, assim, dificultar a indicação de um candidato com viés político mais à direita e, portanto, mais alinhado ao governo Bolsonaro. Eles conseguiram o feito, mas não foi o suficiente para que Ethel se tornasse a primeira mulher a comandar a Ufes. A decisão final era do presidente, que escolheu Paulo Vargas para a função. 
Veja a íntegra da nota compartilhada pela professora Ethel Maciel:

Hoje é um dia de nostalgia e um misto de sentimentos

"Hoje, dia 24 de março de 2020, eu estaria informando sobre o Dia de Combate Mundial à Tuberculose, além de reforçar acerca dos nossos cuidados para o enfrentamento à Covid-19, condizendo com o meu papel de especialista e mulher na ciência. Mas hoje é um dia de nostalgia e um misto de sentimentos. Me recordo do dia 3 de outubro de 2019, quando tomei a decisão de me candidatar à reitoria da Ufes. 

Esta foi uma jornada intensa, cheia de afetos, apoios, dedicação, trabalho e muitos desafios. Todavia, muito gratificante pelas escutas, pela construção de um projeto coletivo para a Universidade Federal do Espírito Santo, resguardando os direitos sociais, os programas de inclusão e as políticas de acesso e permanência, além de organizar um planejamento institucional e um movimento inovador, com um olhar atento aos servidores e estudantes. 

 Foram aproximadamente dois meses entre a campanha, a consulta informal à comunidade e à consulta formal ao colégio eleitoral. Uma campanha curta, mas que me orgulho de ter realizado e de ter percorrido o máximo de lugares para conversar com o máximo de pessoas. Neste período estive ao lado do professor Roney Pignaton (candidato à vice-reitoria) e de tantos apoiadores que, em poucas linhas, seria impossível nomear a todas e todos. A estes, quero expressar o meu eterno agradecimento por todas as demonstrações de apoio e a confiança depositada na defesa incessante de uma educação pública, gratuita e de qualidade. 

 Muito obrigada aos estudantes e servidores que foram aos debates e às urnas no dia 6 de novembro de 2019, pelo exercício da democracia, e por me legitimar como a primeira mulher eleita à reitoria da Ufes. Obrigada também aos membros do colégio eleitoral por respeitarem a consulta à comunidade universitária, posicionando-me no topo da lista tríplice enviada ao MEC. 

Agradeço ao Governo do Estado, aos deputados federais, senadores, prefeitos e demais forças políticas do Estado do Espírito Santo pelas moções de apoio junto ao Governo Federal, resguardando o resultado do sufrágio como legítima expressão da vontade coletiva da comunidade acadêmica da Ufes. 

Continuarei na busca e na defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade, especialmente em defesa da Universidade Federal do Espírito Santo. Mesmo não sendo nomeada como a gestora máxima, estarei todos os dias comprometida com o projeto construído coletivamente para esta instituição, visando sua potência para toda a sociedade capixaba. 

Neste momento de tantas incertezas quanto ao futuro, declaro o meu apoio ao Reitor Paulo Vargas para dar serenidade na continuidade de um projeto coletivo para nossa Universidade."

Nota de Ethel Maciel

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Carro capota, mata motorista e deixa passageiro ferido na ES 315, em São Mateus
Imagem de destaque
O último casamento de Chernobyl: o casal que se casou enquanto um desastre nuclear se desenrolava
Imagem de destaque
Homem é morto a facadas próximo a área em obra em Cariacica

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados